PRESIDENTE MARCELO VISITA O PANAMÁ ONDE SE ENCONTRA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

A Jornada Mundial da Juventude é uma iniciativa pensada pelo Papa João Paulo II, que dedicou sempre uma atenção especial aos jovens. Decorre todos os anos a nível diocesano, por altura do Domingo de Ramos, e a cada dois ou três anos como um encontro internacional, numa cidade escolhida pelo Papa. Estes encontros internacionais têm reunido milhões de jovens para celebrar a sua fé e a sua pertença à Igreja e têm contado sempre com a presença de sua Santidade o Papa.
Ao longo de uma semana, os jovens provenientes de todo o mundo são acolhidos, na sua maioria, em espaços públicos (ginásios, escolas, pavilhões…) ou em casas particulares. Além dos momentos de oração, partilha e lazer, os jovens podem participar em várias iniciativas organizadas pela JMJ, em diferentes locais da cidade que os acolhe. Os pontos altos são as celebrações que contam com a presença do Papa, tais como a Cerimónia de Abertura, Via-Sacra, Vigília e, no último dia, a Missa de envio.

História das Jornadas Mundiais da Juventude
A primeira JMJ aconteceu em Roma, em 1986, e teve uma dimensão diocesana, ou seja, envolveu apenas os jovens da cidade de Roma. Dois anos antes, em 1984, durante o Jubileu da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção Extraordinária, o Papa entregou aos jovens a cruz de madeira que, permanece como um dos símbolos da JMJ e tem percorrido os continentes onde se realizam as jornadas. “Levem-na a todo o mundo como um sinal do amor do Senhor Jesus”, pediu o Papa João Paulo II.
Depois, foi a vez de convocar os jovens de todos os continentes para a primeira JMJ com dimensão internacional e fora de Roma. Aconteceu em Buenos Aires, na Argentina (1987). Seguiram-se: Santiago de Compostela, em Espanha (1989); Częstochowa, na Polónia (1991), no santuário mariano onde se deu a união de jovens vindos dos dois antigos blocos depois da queda do Muro de Berlim; Denver, nos EUA (1993); Manila, nas Filipinas (1995), que recebeu quatro milhões de peregrinos, tornando-se, até hoje, a JMJ mais participada de toda a história; Paris, em França (1997), onde se introduziu um esquema muito próximo do que encontramos hoje, com a criação da “pré-jornada” ou “dias nas dioceses”. No Jubileu do ano 2000, encontraram-se em Roma, Itália, mais de dois milhões de jovens, de todo o mundo.
A cidade de Toronto, no Canadá, foi a sede da JMJ em 2002. Foi a última JMJ que João Paulo II celebrou fora de Roma. No ano seguinte, entregou aos jovens mais um símbolo: o ícone de Nossa Senhora, ‘Salus Populi Romani’, uma cópia contemporânea de um antigo ícone sagrado encontrado na primeira e maior basílica dedicada a Maria, Mãe de Deus, no Ocidente: Santa Maria Maior. Seguiu-se Colónia, na Alemanha, em 2005, uma Jornada “de dois Papas”: preparada por João Paulo II, foi celebrada por Bento XVI, no seu país de origem. Seguiram-se Sydney, na Austrália (2008), e Madrid, em Espanha (2011). Após a edição espanhola da JMJ, começou a preparação da JMJ do Rio de Janeiro, que aconteceu em julho de 2013, de onde chegaram as impressionantes imagens da praia de Copacabana inundada de jovens que não cederam à chuva e permaneceram junto ao Papa Francisco. As jornadas seguintes, em 2016, regressaram à Europa, mais concretamente a Cracóvia, na Polónia, terra natal de São João Paulo II. Neste ano, em 2019, as Jornadas Mundiais da Juventude decorreram durante o mês de janeiro, no Panamá, onde esteve também o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa que nessa altura visitou o Presidente do Panamá Juan Carlos Varela.

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