Marcelo Rebelo de Sousa visita Instituições Europeias Presidente defende Portugal em Bruxelas

O Presidente da República esteve em Bruxelas para uma Visita Oficial às Instituições Europeias, que decorreu praticamente no momento em que o Reino Unido entregava a sua carta de despedida da União Europeia. Marcelo Rebelo de Sousa começou a sua visita com uma audiência com Donald Tusk, o Presidente do Conselho Europeu, que decorreu no Edifício Europa do Conselho Europeu. Neste encontro, as duas personalidades discutiram o atual momento da União Europeia e conversaram sobre as celebrações dos 60 anos do projeto europeu, que se assinalam precisamente este ano. O Presidente português e o antigo Primeiro Ministro polaco debateram ainda de que forma o Tratado de Roma, assinado em 1957 e que deu vida à União, pode adaptar-se às necessidades do futuro. Numa outra ocasião, já no edifício do Parlamento Europeu, o Chefe de Estado reuniu-se com o respetivo Presidente, Antonio Tajani, numa conversa em que seguramente se abordaram as declarações do líder do Eurogrupo quanto ao modo de vida dos portugueses e aos motivos pelos quais Portugal passou por sérias dificuldades económicas. Disse Jeroen Dijsselbloem que o dinheiro nos países do Sul, entre os quais Portugal, vai para “copos e mulheres”, uma afirmação que chocou a diplomacia portuguesa e que conduziu a pedidos para que ele se retirasse da Presidência do fórum dos Ministros das Finanças da zona euro. À saída da reunião com o Presidente de Portugal, Tajani declarou à imprensa que os comentários do holandês são “inaceitáveis” por refletirem e propagarem “preconceitos e estereótipos”. De qualquer forma, as feridas portuguesas ficaram parcialmente saradas com a passagem de Marcelo Rebelo de Sousa pelo Parlamento Europeu, onde o Presidente também pôde encontrar-se com os eurodeputados portugueses. A última reunião do Presidente da República foi com Jean-Claude Juncker. A conversa com o Presidente da Comissão Europeia decorreu a sós e serviu para o português pedir a Jucker para recomendar a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, dado que a última atualização desse indicador revelou que o país está com 2,1% de défice. O objetivo de Marcelo, visível nos restantes encontros, foi sensibilizar os dirigentes do projeto europeu para o esforço desenvolvido pelos portugueses nos últimos seis anos, o que poderia traduzir-se num alívio da pressão e das exigências exercidas pela UE relativamente aos vários indicadores económicos. Aproveitando a sua passagem pela capital belga, Marcelo Rebelo de Sousa também foi recebido pelo Rei Philippe, Rei dos Belgas, no Palácio Real de Bruxelas, e depositou uma coroa de flores no monumento evocativo dos atentados terroristas de Zaventem e Bruxelas, que aconteceram em 2016.

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