CIMEIRA DO CLIMA

Representantes de quase 200 países reunidos na 24.ª Cimeira da ONU para o Clima -COP24

Na cerimónia de abertura da Cimeira do Clima que decorreu em Katowice, Polónia, o Secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres fez um discurso dramático. “É difícil exagerar a urgência de atuarmos”, “Este é o desafio sobre o qual os líderes desta geração serão julgados”. “Estamos em grandes apuros”… “Para muitas populações, as alterações climáticas já são uma questão de vida ou de morte”…

“Resumindo, precisamos de uma transformação completa na economia global energética, assim como na forma como gerimos os recursos territoriais e florestais”, sublinhou.

O secretário-geral da ONU criticou ainda os países, principalmente os principais emissores de gases de estufa, de estarem a fazer muito pouco, e muito devagar, para evitar as alterações climáticas. E exortou todos a cortar as suas emissões em 45% (em 2030 quando comparado com os valores de 2010) e a chegar às emissões zero em 2050, a única hipótese de manter o aumento das temperaturas abaixo de 1,5 ºC, segundo o mais recente relatório de especialistas.
O Banco Mundial anunciou que vai mobilizar 200 mil milhões de dólares (176,6 mil milhões de euros) de 2021 a 2025 para ajudar os países em desenvolvimento a lidarem com as alterações climáticas. O anúncio “envia um sinal importante para a comunidade internacional fazer o mesmo”, apontou o Banco Mundial em comunicado.

“PARA MUITAS POPULAÇÕES, AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS JÁ SÃO UMA QUESTÃO DE VIDA OU DE MORTE”

Representantes dos líderes mundiais que participam na cimeira do clima COP24, na Polónia, apelaram aos governos de todo o mundo para que tomem “acções decisivas” para enfrentar a “ameaça urgente” do aquecimento global.
O apelo, na cerimónia que marcou o início da Cimeira foi feito pelos presidentes das últimas quatro cimeiras do clima: ex-ministro do Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar-Vidal (responsável pela COP20); ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Laurent Fabius (COP21); o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Salaheddine Mezouar (COP22); e o primeiro-ministro das Fidji, Frank Bainimarama (COP23).
Na cerimónia, Frank Bainimarama passou o mandato ao seu sucessor, o secretário de Estado da Energia polaco Michal Kurtyka, que presidiu a esta 24.ª Cimeira da ONU para o clima (COP24).

“O mundo está numa encruzilhada e a acção decisiva nos próximos dois anos é crucial para enfrentar essas ameaças urgentes”, disseram os líderes, na nota, em referência aos efeitos das alterações climáticas.

“O MUNDO ESTÁ NUMA ENCRUZILHADA E A ACÇÃO DECISIVA NOS PRÓXIMOS DOIS ANOS É CRUCIAL PARA ENFRENTAR ESSAS AMEAÇAS URGENTES”

Representantes dos líderes mundiais que participam na cimeira do clima COP24, na Polónia, apelaram aos governos de todo o mundo para que tomem “acções decisivas” para enfrentar a “ameaça urgente” do aquecimento global.
O objectivo destes líderes é enviar uma “mensagem inequívoca” a todos os países para a redução das suas emissões de dióxido de carbono e acelerar a transformação da energia de suas economias para abandonar completamente os poluentes de combustíveis fósseis. Acima de tudo, o encontro servirá para encontrar formas de aplicar o Acordo de Paris, celebrado em 2015.
“A continuação das civilizações e do mundo natural, do qual dependemos, está nas vossas mãos”. O aviso foi de David Attenborough, figura incontornável dos documentários sobre a vida selvagem, aos líderes mundiais que estão na COP24.
O naturalista David Attenborough já com 92 anos, esteve presente sublinhando que o tempo se está a esgotar e afirmando que caso não agirmos com urgência , está no horizonte o colapso das nossas civilizações e a extinção de grande parte do mundo natural. “A nossa maior ameaça em milhares de anos”.

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